A recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar tarifas de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil gerou uma reação intensa no Senado. Considerada uma medida inédita nas relações comerciais entre as duas nações, a iniciativa recebeu críticas severas dos parlamentares da base aliada, que a enxergaram como um ataque à soberania nacional. Por outro lado, senadores da oposição atribuíram o aumento da crise diplomática à atual administração, sua política internacional e a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Resposta do Parlamento
A Comissão de Relações Exteriores (CRE) publicou uma nota reafirmando o compromisso do Parlamento em estabelecer relações internacionais estáveis e promover o diálogo. A comissão também informou que está em contato com a representação diplomática dos Estados Unidos no Brasil e está se preparando para enviar uma missão parlamentar a Washington. Medidas comerciais devem ser abordadas com responsabilidade e respeitando as normas do direito internacional, afirmam partes do comunicado. A íntegra do documento pode ser conferida ao final da matéria.
Sinalização de unidade nacional
Parlamentares aliados ao governo brasileiro manifestaram apoio a uma resposta firme e diplomática. O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), defendeu que o país se mantenha unido diante da ação americana. Ele afirmou: Não pode haver polarização quando nossa nação é atacada. Somos um só povo, uma grande nação, e não existem dois lados quando se trata de valores como a soberania, a pátria e a democracia. Outros parlamentares, como Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eliziane Gama (PSD-MA), também destacaram a importância de defender a soberania brasileira diante desse contexto.